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Sabia que o SMS ganhou vida numa sopa de letras?
Sabia que o seu provável local de trabalho foi criado para seu bem-estar?
Sabia que a sigla "WWW" esteve quase a não fazer parte do seu vocabulário?
Sabia que o vencedor de uma guerra pode decidir-se numa questão de 60 minutos?
Sabia que pouco faltou para hoje trazer florins na sua carteira?
Sabia que nem sempre uma grande afronta é um insulto?
Sabia que o único pecado do Assistente do Office foi tentar ser útil?
Sabia que tudo o que está a fazer agora depende de uma peça mais fina do que um cabelo?
Sabia que um dos mais famosos logótipos do mundo custou 35 dólares?
Sabia que há meio século Michael Phelps teria de partilhar uma das suas medalhas?

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Se baixar os olhos do monitor, é extremamente provável que depare com um elemento fundamental do seu trabalho diário; tão fundamental, aliás, que raramente nos damos conta da sua importância. O que faria se o seu computador não tivesse teclado?


MOLAS E ARGOLAS

Com a revolução industrial dos séculos XVIII e XIX, o Progressismo impulsionou a noção da tecnologia ao serviço da medicina. Consequentemente, a maioria dos planos iniciais de máquinas de escrever destinava-se a pessoas com deficiência visual, tal como exemplificado na patente registada por William Austin Burt em 1829 para o seu "tipógrafo", um dos primeiros conceitos documentados de um aparelho de escrita mecânica.

No entanto, o tipógrafo de Burt não dispunha de um teclado propriamente dito, pois fazia uso de uma maçaneta de caracteres que, ao ser rodada, seleccionava a letra a introduzir. Só décadas mais tarde, com o aparelho inventado por Rasmus Malling-Hansen em 1865 (ilustrado no cabeçalho deste artigo), as teclas marcariam a sua presença, se bem que numa estrutura esférica bastante invulgar para os nossos olhos modernos. De qualquer forma, o aparelho de Malling-Hansen comprovou-se um enorme sucesso comercial.


"TLIM"!

Em meados do século XX, os sistemas dactilográficos já representavam uma mais-valia essencial no mercado de trabalho, posicionando-se como candidatos ideais para substituir o cartão de furos na indústria emergente da informática, sobretudo com o incentivo da IBM, na altura também fabricante de máquinas tipográficas. Em 1964, o sistema Multics, instalado no MIT, dispunha pela primeira vez de um teclado capaz de enviar impulsos eléctricos directamente ao computador e apresentar o resultado num monitor. Nascia o teclado moderno.


QWERTYMANHA

Nos tempos que correm, encontram-se teclados das mais diversas cores e formatos, mas praticamente todos partilham da disposição QWERTY nas suas teclas. Contudo, nem sempre foi assim – as primeiras máquinas de escrever do século XIX ordenavam as teclas por ordem alfabética, o que, em conjunto com a simplicidade do mecanismo utilizado, levava a entraves e bloqueios se os botões adjacentes fossem carregados em sucessão rápida. O norte-americano Cristopher Shole analisou o problema e imaginou um método que forçasse os dedos a alternar ritmadamente de posição no teclado. A engenhosa disposição em QWERTY foi a solução, que hoje cada um dos nossos dígitos celebra num matraquear diariamente repercutido por todo o globo

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