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Se utiliza o computador com alguma frequência, seguramente que já deparou com ficheiros deste tipo. Se tal ainda não aconteceu, é apenas uma questão de tempo, pois estão por todo o lado.

O Zip é um formato de compressão de ficheiros, técnica através da qual um conjunto de dados que ocupa determinado espaço num disco pode ser codificado de modo a ocupar um espaço muito menor sem perder qualquer da informação original, assim facilitando o seu armazenamento ou transmissão via Internet.


Como é que isso é possível?

É simples: basta que se evitem repetições desnecessárias. Dado que, pela sua própria natureza, os ficheiros informáticos contêm bastante informação redundante, um algoritmo Zip percorre o código de cada ficheiro à procura de sequências repetidas, substituindo-as por código mais sintetizado que depois se guarda numa biblioteca. Esta biblioteca será posteriormente chamada a repor a informação original no momento da descompressão.
É como se escrevêssemos uma longa frase de 300 letras - sempre que a quiséssemos repetir, usaríamos a palavra "idem". Em vez de 300 letras, já só usámos quatro. Engenhoso, não?


O génio solitário

Mesmo nestes dias de banda larga, o formato Zip continua a desempenhar um papel importante, mas foi nas duas décadas passadas que a compressão por Zip se provou absolutamente fundamental para os cibernautas, então assolados por modems lentos e ligações instáveis. O homem que possibilitou tal feito foi Phil Katz.
Era um solitário, mas dono de talento natural para a programação. Em 1987, cria a empresa PKWare, cuja sede era a sua própria casa. Consta que escreveu o código do que viria a ser o PKZip (para DOS) sentado ao balcão da cozinha da mãe, na época a única "funcionária" da empresa.

O PKZip proporcionou-lhe rendimentos consideráveis, mas diversos problemas psicológicos, agravados pelo consumo de álcool e drogas, levaram-no à morte aos 37 anos. O seu legado, no entanto, vive nos computadores de todos nós.

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