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Quem nunca teve nas mãos um CD? Enquanto não se encontra um consenso
relativamente ao futuro da distribuição musical, o CD (Disco
Compacto) continua a ser o suporte por excelência da indústria
fonográfica. Mas conhece a história desta pequena rodela de
plástico?
POR AMOR À MÚSICA
Em finais dos anos 60, o engenheiro americano James T. Russel
apresentou ao mundo o primeiro protótipo de um disco compacto.
Audiófilo inveterado, a sua experiência na empresa General Electric
(que na altura contava com uma linha de gira-discos no seu vasto rol
de produtos) levou-o a procurar formas de melhorar o som gerado
pelos discos de vinil.
A sua primeira ideia consistiu em utilizar uma fina agulha de cacto
como cabeça de leitura, mas a constante necessidade de a afiar
inviabilizava o conceito.
MANTER AS DISTÂNCIAS
Depois de se ter dado conta de que poderia usar a luz para guardar
imensas quantidades de informação numa superfície pequena, Russell
desenvolveu um sistema que dispensava o contacto entre o disco e o
elemento de leitura ou gravação.
Patenteou assim o primeiro dispositivo deste género em 1970, capaz
de gravar padrões microscópicos de luz e sombra num placa
fotossensível, posteriormente lidos por um laser ligado a um
computador que os convertia em sinais acústicos e visuais.
HOLOGRAMAS?
Na mesma época, os físicos holandeses Klaas Compaan e Piet Kramer
iniciaram a investigação de um sistema para a gravação de imagens
holográficas em disco. Em colaboração com Lou Ottens, da empresa
Philips e co-inventor da cassete de áudio, acordaram na utilização
de um disco de policarbonato para esse efeito, patenteando-o em
1979. Uma vez que os japoneses da Sony estavam mais avançados no
estudo do áudio digital, as duas companhias estabeleceram uma
parceria que lhes permitiu definir um novo padrão: o Disco Compacto.
A colaboração terminou em 1981, mas o ano seguinte ficou gravado na
História com o aparecimento dos primeiros leitores de CD e do
primeiro álbum de música em formato digital: "52nd Street", de Billy
Joel.
CURIOSIDADES
- O protótipo inicial usava um disco de 115 mm de diâmetro, mas
passou para 120 mm de modo a poder acomodar mais informação.
- A leitura é feita do centro para o exterior.
- O espaço entre cada espiral de dados é de 1,6 mícrons (1,6
milionésimos de milímetro).
- A espiral de dados num CD dá 15 000 voltas.
- A camada de gravação começou por conter derivados de ouro, mas
actualmente usam-se compostos mais baratos.
- James Russell, por muitos hoje considerado pai do CD, nunca
recebeu qualquer dividendo financeiro pelo seu trabalho pioneiro.
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