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No século XIII, muito antes da invenção do clip, as pessoas tinham
por hábito cortar orifícios nos cantos das páginas, passando depois
uma fita por eles, de modo a prende-las.
Em 600 anos, o único avanço nos métodos de prender papel foi o de
encerar as fitas para as tornar mais fortes.
QUEM INVENTOU?
O moderno clip, cuja invenção teve de esperar pelo desenvolvimento
do arame de aço flexível, foi atribuído, entre outros, ao
funcionário de patentes norueguês Johann Vaaler que concebeu um
protótipo de formato triangular, recebendo uma patente em 1899 e à
empresa GEM MANUFACTURING COMPANY que o inventou em 1890, mas
obtendo a patente apenas em 1907. Foi esta empresa que desenhou o
primeiro clip com a forma de dupla oval usada até hoje.
Dado o seu sucesso, foi necessário produzir uma máquina que os
produzisse em massa, o que veio a acontecer em 1899 patenteada por
William Middlebrook.
O CLIP IDEAL
O clip tem sido alvo de constantes adaptações e melhoramentos, mas
até agora nenhum modelo individual conseguiu atingir um conjunto de
cinco regras que definem o clip ideal:
1 - O clip não deve agarrar, danificar ou rasgar o papel.
2 - Não deve prender-se a outros clipes.
3 - Deve conseguir prender uma grande quantidade de folhas.
4 - Deve ser fino, ocupar pouco espaço e usar menos arame possível.
5 - Deve ser de fácil utilização.
Embora nenhum modelo tenha conseguido reunir num só estas cinco
qualidades, o seu design simples e funcional tornam difícil a sua
substituição a curto prazo.
Provavelmente ainda estaremos a usar clipes daqui a 600 anos...
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