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Sabia que o SMS ganhou vida numa sopa de letras?
Sabia que o seu provável local de trabalho foi criado para seu bem-estar?
Sabia que a sigla "WWW" esteve quase a não fazer parte do seu vocabulário?
Sabia que o vencedor de uma guerra pode decidir-se numa questão de 60 minutos?
Sabia que pouco faltou para hoje trazer florins na sua carteira?
Sabia que nem sempre uma grande afronta é um insulto?
Sabia que o único pecado do Assistente do Office foi tentar ser útil?
Sabia que tudo o que está a fazer agora depende de uma peça mais fina do que um cabelo?
Sabia que um dos mais famosos logótipos do mundo custou 35 dólares?
Sabia que há meio século Michael Phelps teria de partilhar uma das suas medalhas?

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Palavras, palavras e mais palavras no meio de frases soltas, sem nexo. "Olá, amigo, tudo bem contigo?". "Já tenho os documentos que o senhor pediu". "O carro avariou e ficou na garagem". "Concordo com a vossa decisão".

Há quase meia-hora que este homem rascunha frases à sorte na sua máquina de escrever. Mas já começa a ver um padrão. E tem 160 caracteres de tamanho.

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Faça uma pausa de alguns instantes no seu trabalho e olhe em volta. Ninguém está a ver? Então chegou o momento de uma experiência cultural!

Endireite-se na cadeira e estenda os braços ao nível do ombro para os dois lados, como se fizesse um "T". Não se esqueça de esticar bem os dedos das mãos. Sente os seus músculos a retesar? Óptimo, pois neste preciso momento, além de estar a promover circulação sanguínea e boa postura, tem entre a sua mão esquerda e a mão direita a medida de toda a força laboral corporativa dos últimos cinquenta anos: a largura média do cubículo.

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"Portanto, para irem ao Google, basta escreverem moi.google.com".

Ninguém levanta o sobrolho, ninguém se ri à socapa, ninguém comenta com o colega do lado a incompetência da professora. Afinal, é preciso ser-se muito ignorante para afirmar que os endereços da Internet começam por "moi". Mas todos os alunos mantêm-se serenos e apontam as palavras da docente. Hoje, nesta aula de Introdução à Informática, em Março de 2009, as crianças estão a aprender a navegar na Mina de Informação (MOI), o nome com que há 20 anos um jovem cientista baptizou aquela que viria a ser a rede digital mais revolucionária do mundo. Ou será que não?

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"Para a frente! Para trás! Não, foi demais, só um pouco à frente. Quase, quase... Pronto, é mesmo aí. Então, quem é que me diz na cara que a bola não entrou?".

Uma onda de urros e berros estala imediatamente diante do videogravador, que mais uma vez protege a frágil cassete VHS no seu interior de um bombardeio de perdigotos. Impávida, esta limita-se a fixar na TV a imagem tremelicante do esférico sobre a linha de golo, ignorando o confronto de palavras no estabelecimento. Afinal, já ela própria está embrenhada na sua guerra sem quartel, mas esta à escala mundial — e sem desfecho à vista.

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"Não vais conseguir, velho abutre!", disparam os olhos afilados do primeiro-ministro John Major. "Desta vez, não levas a melhor, bife teimoso!", responde o semblante firme do presidente Jacques Chirac. "Discutam à vontade, que eu já vos digo das boas!", anuncia com desdém o olhar carrancudo do chanceler Helmut Kohl. Os três grandes da Europa chegavam a um impasse, mas Jacques Santer, presidente da Comissão Europeia, era peremptório — ninguém sairia dali enquanto a moeda única europeia não tivesse um novo nome.

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